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Trocando o scarpin pelas havaianas

Monica Medina dirige a Ogilvy PR/Diferencial, é consultora de comunicação e atua como estrategista para prevenção de crises e reputação. Graduada em Comunicação Social e Relações públicas. Pós-graduada em  Marketing pela PUC-RJ, possui também grande experiência em Gestão Empresarial e Gestão de Recursos Humanos.


Muitos me perguntam se eu não me arrependi de ter saído do mundo corporativo para abrir minha consultoria. Eu mesma me faço essa pergunta, quando não consigo tirar férias de mais de duas semanas ou quando vejo as cifras dos bônus dos meus amigos.

Realmente, não é fácil abrir mão do status do sobrenome institucional nem das algemas de ouro do universo executivo. É preciso mudar o mindset e passar a focar não mais no PIB, mas no FIB, o índice de Felicidade Interna Bruta, que é subjetivo e varia de pessoa para pessoa.

Realmente, tem que ter coragem para pular de trampolim no mercado sem a rede de proteção de uma grande empresa. Além da perda do sobrenome corporativo tem a perda da infra e de todo o apoio administrativo que a organização oferece ao executivo. Principalmente no momento da mudança, temos mais facilidade em sentir as perdas do que os ganhos com a nova vida profissional.

O que mais me convence do acerto da minha decisão na hora em que pinta o questionamento é a sensação de conquista de liberdade. É ser livre para decidir sua agenda semanal, ser dono da sua vida de segunda à segunda.

Quando eu era bem mais nova, “liberdade era uma calça velha azul e desbotada”. Hoje, jovem há mais tempo, esse conceito mudou para mim. Liberdade é poder trocar o scarpin pelas havaianas numa sexta–feira e ir ver e aplaudir o por do sol no Arpoador.

O mais engraçado é ver esse mesmo tipo de sentimento em outras ex-executivas. Há umas duas semana, eu fui com duas amigas ex-executivas, que abriram seu próprio negócio, ver o por do sol no Arpoador. Poder sair mais cedo e, às vezes, até não trabalhar numa sexta-feira é daquelas conquistas que “não tem preço”. De repente lá estávamos nós com nossas havaianas coloridas, sentadas na areia, com uma ice-bag com uma garrafa de um belo vinho branco, num fim de tarde de uma sexta-feira ensolarada. Nossos aparelhos de Blackberry e IPhones passaram a servir apenas como máquinas fotográficas para registrar aquele momento de rara beleza, que pode ser conferido nas fotos que ilustram esse post.

É claro que o questionamento sobre o custo benefício da saída do mundo corporativo volta de tempos em tempos. Mas a simples lembrança da sensação de liberdade e do brilho n’alma que aquele por do sol proporcionou, não deixa dúvida quanto a resposta…

Um abraço

Monica Medina

Ogilvy PR/Diferencial

Office: 55 11 2131 -3132

Cel: 55 21 9972- 4170

email: monicamedina@diferencial-mkt.com.br

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Comentários
to “Trocando o scarpin pelas havaianas”
  1. Isso é um luxo, Mônica! Faz muito bem à sua vida. Saudável.
    Liberdade para usar havaianas, liberdade para curtir o seu tempo!

    Eu mesmo, depois de 25 anos mourejando de terno e gravata, agora trabalho de bermuda e tênis. E ainda faço o bem, posto que o AfroReggae, através da arte (teatro, música, dança, grafite, circo, trabalhos digitais), transforma vidas de meninos e meninas, filhos de famílias de baixa renda, moradores de favelas.
    beijos do João

    • Mônica Medina disse:

      João,
      Você sempre foi um modelo para mim. Eu ainda me lembro dos nossos almoços de sexta com você já de bermuda e eu ainda de tailleur,morrendo de “inveja” de você.rs,rs,rs,rs.
      Bom, agora só falta eu me engajar num projeto socio-cultural bacana como o Afro Reggae..Registrei a meta!
      Beijos
      Mônica

  2. Claudia Klein disse:

    Leio e agradeço todas as experiências, receios, angustias e sonhos q vc compartilhou comigo e me inspiraram nos meses que precederam a minha decisão de também fazer essa mudança.
    Obrigada!
    Bjs

    • Mônica Medina disse:

      Cláudia,
      O momento inicial da transição é difícil mesmo,mas a gente não nasceu de scarpin,certo? Tenho certeza que nada pode ser mais gratificante do que ver o sucesso do seu Blog e saber que você pode escrevê-lo de havaianas nos pés.rs,rs,rs,rs,rs,
      Beijos

  3. Ana Paula Cardoso disse:

    O post sem dúvida dá foco ao lado bom da alforria, porém, sabemos que nem sempre é assim. Geralmente os trabalhos mais autônomos são projetos que muitas vezes exigem tanto ou até mais dedicação dos profissionais-consultores. Por outro lado, já existe um movimento considerável de grandes corporações para implantarem um sistema de trabalho que incentive a qualidade de vida de seus funcionários. Eu posso dizer que já vivi momentos como o descrito no post mesmo sendo executiva de uma grande multinacional. E já fiz consultorias ou atuei como freelancers em trabalhos que me deixaram off da minha vida pessoal por fins de semanas seguidos e madrugadas adentro. Adorei o post, acredito que a autonomia pode até ter mais bônus que ônus, mas é preciso saber que até se conquistar essa liberdade será preciso ralar muito e que, dependendo do projeto ou cliente, deixaremos de aplaudir muitos pôr-do-sol…

    • Mônica Medina disse:

      Ana Paula,
      Bom ponto.Realmente,concordo que não tem sentido fazer essa mudança e continuar com o mesmo ritmo frenético como consultor. A diferença é que, na Consultoria ,.você é quem decide se quer optar mais ou menos por qualidade de vida. Por isso é sempre bom mapear bem o cenário para não trocar seis por meia dúzia.
      Esses casos que você citou costumam ser mais comuns quando a pessoa vira consultora,ou empreendedora, não por vontade própria,mas porque perdeu o emprego devido ,por exemplo, a um processo de reestruturação .
      Quando a mudança é voluntária e tem por objetivo investir mais em FIB(Felicidade Interna Bruta) do que em PIB,basta se policiar para não repetir comportamentos antigos da vida executiva e aprender a dizer não…

  4. Fantástico a oportunidade da troca de experiências do seu post.
    Continuo usando “sapato social” e usarei por um bom tempo!
    [Executivo Financeiro de Fortaleza – CE]

    • Mônica Medina disse:

      Fábio,
      Mesmo de” sapato social”, você pode começar a suavizar o dia-a-dia no universo corporativo ,deixando a mente e a alma calçadas com havaianas,certo?
      Um abraço,
      Mônica

  5. Silvana Case disse:

    Pensei que fosse uma das poucas que prefere havaianas a saltos altos…
    Criadores das sandálias Havaianas e do tênis sao pessoas que deveriam ser reverenciadas, principalmente, por nós, que “esmagamos” nossos pés diriamente em sapatos lindos…mas que, definitivamente, só deveriam ser usados nas passarelas de desfiles de moda !!!
    Afinal, nada como um coleçao de Havaianas para desfrutar a vida!!!
    Parabéns pelo Salada Corporativa. Abraço e bom fim de semana (com certeza, de Havaianas nos pés)

    • Mônica Medina disse:

      Com certeza no fim de semana e, quem sabe um dia, as havaianas não vão compor o visual fashion dos executivos ,consultores e empreendedores?
      Mas no meu post elas têm mais o papel de símbolo da conquista da sensação de liberdade da mente do que dos pés.rs,rs,rs,rs
      Abraços
      Mônica

      • Silvana Case disse:

        Monica, com certeza, mas a liberdade dos pés é muito boa nao??
        Ah, e elas já entraram nas passarelas de desfiles algumas vezes (com cristais, sim, mas entraram) e a H.Stern até lançou, sob encomenda, com detalhes de ouro nas tiras.
        De Havaianas entendo tudo !! rs
        Boa semana (com Havaianas ou de salto alto – no meu caso, altíssimos!!!)
        Abraço, Silvana

  6. Daniela disse:

    Muito bom mamãe, só faz um photoshop na bandeira. Que ela acabou com a minha alegria!

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