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Auto-ajuda Corporativa

Conquiste sua vaga de Trainee

Marcelo Adriano é Gaúcho e sua paixão por discutir as idiossincrasias do ambiente corporativo só perde pelo amor que sente pela dupla “As &las”, suas filhas Manoela & Gabriela.
É consultor de diversas organizações orientadas para o desenvolvimento empresarial, como ABDI, SEBRAE, APEX, atuando em estratégia, projetos e gestão. É Administrador de Empresas pela PUC-RS, Mestre em Administração pela UFRGS e com cursos de aperfeiçoamento no Japan Procutivity Center, École des Hautes Études Commerciales de Paris e Comissão Econômica para América Latina e o Caribe.


Ainda que sem o mesmo apelo de alguns anos atrás, a  “auto-ajuda  corporativa” personificada nos palestrantes motivacionais, continua tendo boa demanda nas empresas.

Sem questionar o valor desse trabalho, em especial para quem realiza as palestras, me parece que seus efeitos são semelhantes ao ” fogo de palha”: intenso e rápido.

É meritoso o esforço das empresas, neste caso principalmente o financeiro, no sentido de elevar o moral de seus colaboradores. No entanto, mais do que um acontecimento, essa iniciativa deve ser uma prática contínua. Utilizando um jargão típico nessas palestras, “motivação sem organização gera confusão”, o desafio das empresas passa a ser então como transformar toda essa explosão de euforia em um processo que alavanque resultados de melhoria de médio e longo prazo.

Além de capacitação contínua, avaliação de desempenho, mensuração de resultados e toda uma série de ferramentas disponíveis na gestão de recursos humanos, outro aspecto importante é ter o foco no reforço das competências das pessoas.

Diferente do que apregoam alguns desses “gurus”, que defendem que os profissionais têm de complementar suas competências praticando atividades que não costumam – e não gostam – de fazer, como forma de “superar seus limites”, creio que a melhor maneira de investir essa energia é reforçando ainda mais as competências dos indivíduos.

Não que não devamos buscar constantemente ampliar nossas capacidades, mas a realidade é que as contribuições que as organizações esperam dos profissionais estão diretamente relacionadas aquilo que estes sabem fazer melhor, e não aos eventuais malabarismos que se venha a aprender decorrentes de esfuziantes exercícios motivacionais.

Fosse diferente, imagine se em 1994 e 2002, ao invés de deixá-los exercitar suas competências, os técnicos exigissem que Romário e Ronaldo desenvolvessem suas “habilidades” de zagueiro…

Um abraço

Marcelo Adriano

marcsilva97@hotmail.com

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Comentários
to “Auto-ajuda Corporativa”
  1. Jonas Matos disse:

    Gostei da reflexão. Como sempre o consultor Marcelo Adriano exprime sua preocupaçao com resultados perenes. Em nossa empresa colhemos os frutos deste tipo de perspectiva, desde quando, orientados por este consultor em 2007, ingressamos em nosso primeiro planejamento estratégico. Nestes frutos estão nosso Premio Qualidade RS 2010! Parabéns a serenidade da abordagem!

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