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Tenho Dificuldades com Hierarquia: Click Coaching

José escreveu para o Click Coaching e menciona a dificuldade que sente em se relacionar com posições hierárquicas acima da sua. Ele ocupa um cargo de coordenação, em uma empresa nacional do segmento industrial, business to business, ou seja os clientes da sua empresa são outras empresas.

No caso do José uma empresa que produz insumos para uma fabricante de bens de consumo. A cultura da empresa é bastante formal, as relações hierárquicas são bem claras e a comumicação é vertical.

É verdade que um ambiente assim, não costuma gerar muitas oportunidades para que alguém se desafie e vença a dificuldade que tem em se relacionar. Mas, isso não pode servir como justificativa para não investir tempo na identificação de alternativas para exercitar isso.

Acho que é muito importante entender como nos sentimos diante de uma pessoa com nível hierárquico mais alto que o nosso. Sempre nos sentimos assim, ou isso acontece com pessoas que acumulam outra característica, por exemplo, são muito exigentes ou muito agressivos? Começar compreendendo quais são nossas barreiras diante do fato, ajuda e muito.

Temos clientes que relatam essa dificuldade em interações que envolvem situações do trabalho em si, reuniões, apresentações etc, mas quando estão em ambientes mais informais, happy hours por exemplo, conseguem com muita tranquilidade se aproximar, interagir e levar uma conversa de igual para igual.

Há outros que vivem uma situação exatamente oposta, conseguem apresentar seus argumentos em diferentes interações no espaço corporativo, trazem seus pontos de vista para uma discussão sem medo e são capazes de perguntar “porque?” ou dizer “não concordo” para qualquer um, independente do nível hierárquico. Mas o que acontece quando a conversa se desloca para um ambiente informal? Não têm habilidade para conduzir small talkings, aquelas conversas que iniciam falando de si, do que gostam, família… as conversas que fazem parte do “pessoal”.

Muitas vezes, o que ocorre é que temos medo da avaliação do outro, colocamos determinadas pessoas em um “pedestal” e achamos que não temos condições de interagir com ela porque tememos que ela nos avalie ou critique negativamente.

Melhorar nossa “auto-estima profissional” é uma das chaves para diminuir esse sentimento e ousarmos mais, outra chave pode ser, também, fazer perguntas, mostrar interesse e, ao entender o que o outro faz, pelo que é responsável, do que gosta… conseguiremos trazer argumentos mais alinhados com a realidade da pessoa e,  talvez por isso, serão mais bem recebidos. Há outras possibilidades de desenvolvimento, você acredita que tem esse tipo de dificuldade porque é tímido? Considere a idéia de fazer teatro, leitura de textos ou poesias, ou ainda um curso de oratória.

A questão é não deixar de cuidar desse ponto de melhoria porque a competência relacionamento, em tempos de ambientes complexos, vem se mostrando como mandatória. As agendas estão cada vez mais apertadas e até os famosos “15 minutos de fama” parecem ter diminuído sua duração e assim, não temos mesmo muito tempo para ensaiar,  pensar duas vezes no que vamos perguntar ou dizer.

No mundo do trabalho temos que conseguir causar boa impressão, rapidamente. Dizem que a primeira impressão é a que fica, não acho que é a que fica definitivamente, mas tenho certeza que é muito mais difícil de ser mudada.

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