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O Dilema De Uma Recém-formada – Click Coaching

O post de hoje é sobre o dilema da jovem Carla (nome fictício), recém formada em Geografia e atualmente desempregada.

Carla traz um dilema importante e que muitos profissionais, jovens ou mais experientes, se deparam: como conciliar a formação original, ganhar dinheiro e fazer o que se gosta. Será que é possível?

Essa é uma equação interessante para refletirmos sobre ela. Vamos por parte…

1) Formação acadêmica: é extremamente importante para a construção de nossa identidade profissional. Para muitos a escolha é feita ainda bastante jovem e com alguma pressão da sociedade, mercado e até mesmo de alguns pais.

É bastante comum que profissionais parem para rever sua escolha original em algum momento da vida. Essa revisão, algumas vezes, resulta em ajustes no foco inicial dado à carreira, na confirmação da escolha e até mesmo em alguns casos na mudança radical da formação original. Vale relembrar o conceito de carreira que utilizo em meus processos de Coaching: Carreira é uma sucessão de responsabilidades ao longo de uma trajetória de vida.

Vale lembrar que hoje em dia temos novas profissões surgindo pela necessidade de se formar profissionais  com conhecimento e experiência de uma , duas ou mais disciplinas. Exemplo de profissionais da engenharia biomédica, das novas mídias, etc. Acredito portanto, que cada vez mais teremos “saberes” de várias áreas sendo compartilhados e reorganizados dierentemenete do que conhecemos hoje. As fronteiras do conhecimento tenderão a ser cada mais fluídas e móveis.

Todos nós  já formados ou em formação precisaremos nos atualizar e nos adaptar cada vez mais rapidamente!

2) Remuneração: é básico e essencial para qualquer pessoa. Óbvio? Nem tanto… Pessoas diferentes, necessidades diferentes, logo expectativas diferentes de ganho. Ou seja: cada indivíduo precisa ter claro sua capacidade e potencial de produção, valorar sua capacidade de entrega versus o que o mercado demanda e dar foco nas oportunidades que são viáveis  depois dessa análise.

3) Fazer o que se gosta: outra condição muito importante para a saúde mental e física, ou seja para ser feliz! Acredito que pessoas que fazem o que gostam, tem a chance bem maior de fazer melhor e de se superar. O motivo? Quando fazemos o que gostamos não tem “tempo ruim”, horário definido, além do que nossos rostos mudam e nossos olhos brilham. Falamos com entusiasmo de assuntos ou atividades que para alguns não passa, de temas corriqueiros… E isso costuma fazer toda a diferença entre profissionais aparentemente semelhantes quando concorrem à uma vaga ou à uma promoção, por exemplo.

Caros leitores, depois dessas considerações iniciais seguem algumas dicas de como Carla pode começar a refletir mais estruturadamente sobre seu atual momento:

  1. Quais os motivos para escolher o curso de Geografia? O que lhe chamou atenção durante o curso ? Quais foram os temas e projetos de maior interesse?
  2. Quais foram as principais realizações que você fez? Quais foram os projetos, programas e resultados que você se orgulha de contar?
  3. Quais as competências que você usou para obter tais realizações?
  4. Quais são seus pontos fortes e pontos de desenvolvimento?
  5. Ao ter avaliado seu histórico e competências, pare um pouco e faça o exercício de se “descolar” do hoje… Imagine-se daqui a cinco, dez anos anos… Como você imagina seu futuro? O que gostaria de estar fazendo? Em que ambiente?  Não se contenha nessa etapa, ok? O exercício visa exatamente provocar e ajudar que se conecte com seus desejos e aspirações que muitas vezes deixamos de lado na correira e pressão cotidiana.
  6. Quais foram as descobertas? Que tipo de atividade você gostaria de fazer? Que tipo de ambiente você prefere trabalhar?
  7. Agora é hora de considerar duas ou três alternativas para investigar com mais calma. Quais seriam as alternativas você vislumbra depois de sua reflexão?
  8. Gere um plano de ação para investigar melhor as alternativas. Descreva claramente  o que você precisará fazer, em que prazo e quem poderá lhe ajudar com a ação.

Nesse plano, pense quais os tipos de atividades, segmentos, negócios e  empresas lhe chamam a atenção. Quem você conhece direta ou indiretamente que pode lhe ajudar? Pode ser explicando como funciona o segmento de seu interesse ou quem sabe lhe colocando em contato com outras pessoas que possam fazê-lo.

Carla, também mencionou no seu email a questão de fazer cursos. Minha recomendação é que não invista em novos cursos até você ter um pouco mais de clareza das áreas reais de seu interesse. Invista seu tempo e disposição em ampliar seu autoconhecimento e gerar alternativas para seus próximos passos.

Por fim, reconheça e valorize suas principais competências e aproveite o que já percebeu de áreas de interesse de atuação! Use-as como suporte e por que não alavanca para sua transição!

Um abraço e muito sucesso nas suas escolhas!

Joseana Pereira

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Comentários
to “O Dilema De Uma Recém-formada – Click Coaching”
  1. ariana disse:

    Muito bem colocado o dilema, as empresas hoje esperam que tenhamos mil habilidades, e para tanto a muito sacrifício pessoal as desenvolvemos, mas quando você pará e faz um balanço na sua carreira, querendo um up, desaponta mesmo, sou da área de humanas, e mudei de região, fiz outra faculdade, sempre voltada para área de comunicação, e nas seleções sinto honestamente que querem peões que aceitam trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana e agradecer ainda ( coisa que eu já fiz mas ganhava muito bem obrigada), o ganhar é possível mas os sacrifícios são imensos, fiquei 15 anos sem férias por conta disso.

    Gostaria de saber mesmo como está sendo o foco do RH nesta questão, parece que jogam no lixo uma vida de aprendizado em troca do mais barato.
    Boa sorte pra Carla e todos os que se encontram nesta situação, inclusive eu mesma, mas batalhei demais, e vou me valorizar independente de tudo.
    Um abraço.

  2. joseana disse:

    Olá Ariana, obrigada por compartilhar sua experiência e reflexões!
    Valorize-se sempre!!! Parabens!

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