Revolução social: da internet para o escritório

Imagem: Face Pics

Imagem: Face Pics

Fora do local onde trabalham, as pessoas têm acesso a uma série de ferramentas de sociabilidade virtual, promovendo criação, gestão e compartilhamento de conteúdo, interação com outros usuários ao redor do mundo e todo um leque – bastante amplo – de meios para se socializar.

O mundo está passando por uma revolução digital. Todos estão conectados. Não há fronteiras. No início deste processo de adaptação da sociedade às novas tecnologias, as empresas temiam o que poderia acontecer se seus funcionários usassem redes sociais no ambiente de trabalho. Desconfiando que seu uso pudesse prejudicar a produtividade sendo uma distração ou mesmo levasse ao vazamento de informações sigilosas, seu corpo de empregados era constantemente vigiado e, muitas vezes, o acesso a tais ferramentas era bloqueado.

Mas toda revolução traz mudanças e uma das mais importantes trazidas por essa é o reconhecimento de que estar conectado no escritório pode, na verdade, ser bastante benéfico. Não só as corporações têm permitido livremente o acesso como, por vezes, têm incentivado. O que acontece é que o universo digital passou a ser enxergado como um aliado para se relacionar não apenas com o mundo exterior, mas com os próprios colegas, gestores e subordinados. Se a comunicação interna é um organismo, as redes sociais são vitaminas poderosas.

Através delas é possível estreitar os laços entre os colaboradores da empresas, sejam eles técnicos operacionais ou líderes de alta hierarquia. Elas estimulam novos meios de colaboração, podem gerar cooperativismo e integração entre diferentes setores, fortalecem o networking e são até mesmo um canal entre a empresa e o mundo, fazendo com que o trabalho seja voltado para as necessidades e desejos da sociedade – o mapeamento de público online é uma poderosa ferramenta de trabalho.

Até na hora de buscar novas parcerias a internet é uma aliada. Imagine, por exemplo, que a marca precise de um fornecedor ou freelancer para um determinado projeto. Se antes tomava tempo encontrar e conversar com possíveis preenchedores desses papéis, hoje basta que algum dos colaboradores peça alguma indicação em uma de suas redes sociais. Em questão de minutos currículos, portfólios e diversos nomes serão recomendados devidamente qualificados e com a opinião sincera de quem falou deles.

A comunidade online é não é chamada de “comunidade” à toa. Seus membros são ativos, buscam sempre melhorar o ambiente virtual e – o mais interessante – ajudar os demais. O ambiente, se a empresa souber explorar bem, é de constante colaboração e só tem benefícios a oferecer.

Como é visto o acesso a redes sociais na sua empresa? Amigo ou inimigo?

A união faz a força

Imagem: Static

Imagem: Static

Que o mercado de trabalho é um ambiente hostil e cada vez mais competitivo, todos já sabem. Parece haver nas pessoas uma sede pelo sucesso de forma que, individualmente, busquem escalar os níveis de suas carreiras sem se importar em crescer junto com outros profissionais. Entretanto, o que vem sendo observado é que se desenvolver em grupo é muito mais fácil, rápido e eficaz que tentar evoluir sozinho, especialmente dentro das organizações.

O trabalho conjunto não apenas fortalece o networking dos envolvidos, mas também possibilita a troca de experiências e, através da segmentação de tarefas, facilita a vida de todos os envolvidos. Para entender melhor a importância da colaboração, observe, por exemplo, o time de futebol:

Todos têm o mesmo objetivo. Ou seja, cada jogador deseja conquistar a vitória e tem a certeza de uma coisa: ou vencem juntos ou voltam para casa sem título algum.

As habilidades de um complementam as de outro. Não existe um time formado só por atacantes ou só por zagueiros. Há uma divisão de funções complementares que devem ser exercidas harmoniosamente por todos.

Os jogadores compartilham dos mesmos valores, crenças e objetivos. Caso contrário, não há coesão. O time é reconhecido como um corpo único e cada um de seus jogadores, ainda que isolado, é tido como um representante do todo.

Há sinergia entre os componentes. Sinergia, esse termo emprestado da ciência, explica que uma reação química é muito mais que a soma de dois elementos. Você não pode beber hidrogênio ou oxigênio, mas a união desses elementos na proporção certa pode saciar a sua sede. Ou seja, uma equipe tem muito mais poder de realização do que sugere a simples soma de seus talentos.

Um jogador confia no outro. Ao passar a bola para um companheiro de time, o jogador tem fé na competência e responsabilidade do outro. Ele sabe que o colega fará sua parte. A confiança desperta o melhor das pessoas e as faz darem o melhor de si.

Se essas características fazem toda a diferença em uma partida de futebol, imagine o poder delas no ambiente corporativo. Quanto mais coeso o grupo, maiores serão suas conquistas. Vale a pena inserir a união na cultura da empresa.

Mãe e empreendedora em tempo integral

Imagem: arquivo pessoal

Imagem: arquivo pessoal

Amanhã é o Dia das Mães e, para comemorar, batemos um papo pelo Facebook com a empresária Fabiany Lima. Dona da marca Timolico, que oferece online roupas personalizadas pelo próprio cliente, ela conta de onde surgiu a inspiração para os produtos, fala sobre o crescimento desse mercado e revela o segredo para conseguir o sucesso profissional sem deixar de lado a tarefa mais importante de sua vida: ser mãe.

Como surgiu a ideia de criar a Timolico?

Quando minhas filhas gêmeas nasceram, eu comecei a fazer as roupas delas comprando os tecidos e enviando a uma costureira, porque tinha pouco tempo para ir a lojas e dificilmente achava opções diferentes de branco, rosa e lilás. Com o passar do tempo, as pessoas começaram a me pedir para fazer para suas filhas e em tamanho adulto. Como eu já trabalhava em startups de internet há dois anos, resolvi juntar as duas coisas e criar uma solução digital que permitisse a qualquer pessoa criar seu próprio produto.

E essas startups nas quais você trabalhou? Eram empresas desse mesmo segmento?

Não, duas eram startups de empresas de internet que já funcionavam em outros países e vieram iniciar no Brasil e a última era um marketplace de serviços.

E como a experiência adquirida nelas ajudou com a Timolico?

Além de me preparar para o dia-a-dia de uma startup, a diferença do ritmo de trabalho e velocidade de mudanças, eu pude evitar alguns erros como, por exemplo, ficar deslumbrada por ter uma empresa própria, achar que investimento resolve todos os problemas, esquecer que antes do sucesso vem muito trabalho e ter consciência da importância de uma equipe motivada e em sintonia.

Há quanto tempo a Timolico existe? Você considera a marca um sucesso?

A primeira versão do site foi ao ar em outubro de 2012. A Timolico vem ganhando espaço a cada dia, conquistando as pessoas pela qualidade e relacionamento que procuramos ter com os clientes, além disso, temos algumas coisas a nosso favor: o crescimento do e-commerce, a tendência de customização, um modelo de produção inovador com produção sob demanda e uma equipe experiente, então acredito que estamos no caminho do sucesso.

Você acredita que a customização de roupas e acessórios possa ganhar força nos próximos anos?

Com certeza; o e-commerce ainda vai crescer muito no Brasil. A exigência e a variedade de pessoas que passarão a comprar online, com gostos e opiniões diferentes, vai criar a necessidade de produtos diferenciados, onde exista uma experiência de compra interessante e uma humanização da compra virtual. Ao customizar você coloca um pouco de você no produto, essa é a melhor forma de ter um produto exclusivo.

Como você equilibra o trabalho e o cuidado com suas filhas?

Eu tenho um grande suporte familiar, que me apoia e incentiva sempre. Além disso procuro me organizar para estar com elas em alguns momentos importantes durante o dia, quando elas acordam, antes de dormir e nos finais de semana. A mobilidade que a internet me dá permite que eu escolha os horários e consiga montar uma agenda onde eu tenho um tempo de qualidade com elas sem sacrificar o meu trabalho, que exige muitas horas de dedicação.

Como elas reagiram quando você decidiu transformar a ideia de customizar as roupas em um negócio?

Elas adoraram, hoje são as principais modelos do site. Elas costumam vir ao escritório, onde temos um estúdio montado, e escolher as cores e modelos que mais gostam e querem usar.

Existe algum ingrediente secreto para garantir o crescimento da empresa sem sacrificar a convivência com as filhas?

Organização. Eu consigo ter tempo de qualidade com minhas filhas sem abrir mão do meu trabalho porque em cada atividade que eu estou executando me entrego 100%, com isso produzo ao máximo na empresa e também consigo curtir cada momento com elas sem culpa.

Se você pudesse enviar uma mensagem para novos empreendedores, qual seria?

Empreender é uma escolha muito pessoal, existem altos e baixos, os desafios são enormes, assim como as recompensas, então procure se preparar ao máximo, profissional e emocionalmente. Cerque-se de pessoas que tenham os mesmos sonhos que você e vá em frente com tudo! No pior dos casos, você terá experiências fantásticas para contar.

E para as mães?

É possível conciliar a maternidade em sua plenitude e a realização profissional, não existe necessidade de escolher. Seu filho vai crescer e seguir seu caminho, e será muito mais feliz se você for feliz. Sua profissão, seja ela qual for, faz parte do seu caminho para felicidade, não abra mão dela.

Adobe adota sistema de assinaturas

AdobeEssa semana a Adobe, companhia dos Estados Unidos responsável por programas que hoje estão muito presentes em empresas por todo o globo, como o Photoshop e o InDesign, migrou seus serviços para um modelo de assinaturas. Esta evolução rompe com o tradicional esquema de uso dos softwares através da compra de licenças pelo usuário, que agora poderá optar por efetuar um pagamento mensal correspondente ao período que deseja utilizar os produtos da empresa.

Para entrar de vez neste segmento, a Adobe não permitirá mais que os usuários do modelo de licenças tenham acesso às versões mais atualizadas de seus produtos – apenas assinantes poderão instalar as melhorias disponibilizadas daqui para a frente. Para os assinantes, as atualizações serão gratuitas.

Inicialmente, a migração se dará em âmbito residencial, mas empresas poderão assinar os pacotes disponíveis em breve.

No novo formato, os assinantes não precisarão necessariamente ter os programas instalados em seus computadores, mas poderão acessá-los via internet. Mesmo instalado, só será possível utilizar se houver uma assinatura válida. De outra forma, o uso será bloqueado. É a chamada venda de softwares como serviço, caminho no qual a Adobe tem concentrado seus esforços.

Você usa algum dos produtos Adobe em sua empresa? O que acha da mudança? Prefere pagar e ter os programas o tempo todo ou contratar o tempo que precisar usar para cada trabalho?

Gravidez e Programa Trainee… É possível? – Click Coaching

Márcia nos enviou um e-mail pedindo ajuda para refletir sobre uma dúvida que adjetivou de “urgente”. Situação totalmente compreensível e já abordada aqui no Salada Corporativa através da dúvida da Juliana. Ela descobriu que, após participar do processo seletivo e entregar os documentos para admissão em um programa trainee, vai ser mamãe. Sua dúvida e preocupação referem-se ao momento, ela desejava a maternidade, mas tem dúvidas se esse acontecimento não planejado pode atrapalhar sua carreira. Ela pergunta como lidar com essa situação? “Não desejo mentir para o RH”, diz Márcia.

Gravidez no Processo TraineeComeço parabenizando a Márcia pelos dois grandes motivos, seu desempenho no processo seletivo para trainee e pela linda notícia da chegada do bebê. Concordo que nem sempre as coisas que desejamos muito e reputamos como muito boas, acabam acontecendo ao mesmo tempo ou de forma planejada.

Infelizmente a maternidade, pode acarretar na eliminação ou na postergação dessa oportunidade. Ou então pode ser que a empresa tenha práticas modernas e respeitosas de gestão de pessoas e siga com sua contratação.  O fato é que a Márcia jamais vai saber antes, ela tem que tomar sua decisão JÁ! Tem que decidir como vai lidar com o fato e se preparar para gerenciar a resposta que receberá. A chave é sempre agirmos apoiados nas nossas crenças e acreditar que o que acontecer será o melhor para nós.

Vejo duas possibilidades:

1)      Falar com o representante da empresa antes que formalizem sua contratação;

2)      Deixar o processo de contratação seguir normalmente e contar sobre a gravidez mais para frente.

Você deve estar perguntando nesse momento: Qual é a melhor decisão?

Sinto se a decepciono, mas a resposta é “depende”. Depende simplesmente porque a melhor decisão vai ser aquela que estiver diretamente amparada pelas coisas que você acredita, pela forma como você vê e interpreta o mundo. Quanto maior for o alinhamento entre sua decisão e o que valoriza, mais energia e tranquilidade você terá para lidar com os impactos oriundos dessa decisão.

Para apoiá-la nesse processo, sugiro algumas reflexões:

  • Qual a importância dessa posição para você?
  • O que essa empresa traz de diferenciais que a faz acreditar que não vão se repetir em outro momento da sua vida profissional?
  • Imagine que alguns anos se passaram e você está contando a decisão tomada a um grupo de profissionais que admira…
    • O que você gostaria que eles pensassem sobre você?
    • Que feedback eles estão te dando sobre a decisão que tomou?
  • Com base na 1ª possibilidade apresentada acima. Imagine que você seja o representante dessa empresa…
    • O que faria você seguir em frente com essa contratação?
    • Quais são suas preocupações?
    • Quais argumentos você utilizaria para atender as questões acima?
  • Considerando a 2ª possibilidade apresentada. Imagine que algumas semanas se passaram após sua contratação e chegou o momento de contar a novidade…
    • O que você está dizendo para o seu gestor e para o RH?
    • Que argumentos você está apresentando para fazer com que vejam o lado “positivo” da situação?
    • Como pretende minimizar possíveis pensamentos sobre o lado “não tão positivo”?
    • Imagine que você possa ouvir seus colegas comentando sobre a situação, sem que eles percebam que está presente… O que falam de você? Como você se sente? O quê você pensa?
  • Para cada uma das duas possibilidades, reflita e responda:
    • Que oportunidades essa possibilidade me traz?
    • Que riscos ela oferece?

Pondere os prós e contras das duas situações, converse com você mesma, seja franca e se prepare para seguir em frente.

Caso opte por contar logo e a empresa decidir não seguir em frente com a contratação, finalize a conversa com a preocupação de deixar a porta aberta.

Pense também em aproveitar esses meses que antecedem o nascimento do bebê para, além de planejar sua chegada, investir em iniciativas de desenvolvimento e atualização profissional. Participe de eventos, palestras e cursos da sua área, assim, você se manterá conectada com o mercado e aumentará sua rede de contatos.

Não tenha dúvidas que sempre haverá novas e interessantes possibilidades e, quem sabe, até mesmo na mesma empresa, caso goste da área e do seu posicionamento.

Sucesso e muitas felicidades para você, para a família e para o bebê que vem chegando!

Inovando sem romper o orçamento

Imagem: English Plus DZ

Imagem: English Plus DZ

Você já deve ter ouvido por aí que hoje em dia, para se manter forte no mercado, é preciso inovar. Sempre ser diferente, oferecer algo a mais, fazer pesquisas com o público… Dando uma primeira olhada, assim, meio por alto, pode parecer que se destacar custa caro. E dependendo da forma como isso é feito, pode ser bem caro mesmo, mas existem formas de inovação que não brigam com o orçamento e trazem um retorno bastante significativo.

Antes de qualquer coisa, conheça muito bem seu público alvo. Do que ele precisa? Quais são os desejos dele? São dados essenciais para adequar seus produtos e/ou serviços ao gosto do freguês e, assim, aumentar as vendas. Mas não é caro fazer uma pesquisa para coletar essas informações? Não. Na verdade, pode sair de graça! Insira sua empresa nas redes sociais – elas são um excelente meio para se comunicar com seus consumidores e descobrir tudo que eles pensam a respeito da marca e como melhorar seu trabalho. É possível criar enquetes, tópicos de discussão… E tudo isso não custa nada além de dedicação.

Quais são os valores da sua empresa? E missão e visão? Já parou para pensar que uma pequena mudança nessas respostas podem fazer toda a diferença e atrair os holofotes para a sua marca? Não é preciso usar tecnologia de ponta, equipamentos de última geração ou aparatos que mais parecem saídos de um filme de ficção científica para trabalhar com inovação. Na maioria das vezes basta uma pequena modificação no plano de negócios para atrair, manter e expandir o sucesso.

Faça investimentos condizentes com o perfil financeiro do seu público. Se você oferece produtos para um público com baixo poder aquisitivo, por exemplo, não há necessidade de gastar com pesquisa e compra de materiais finos, uma vez que eles resultarão em um aumento de preço que reduzirá o apelo existente com os clientes. Encontrar o equilíbrio pode ser uma inovação capaz de atrair mais e mais consumidores.

Não se baseie no sucesso, seja ele seu ou dos outros. Bons resultados podem levar à inércia, à acomodação. Mesmo que tudo esteja dando certo, pense sempre que está começando do zero e é preciso melhorar a todo instante. Um trabalho de qualidade, feito com empenho e determinação, é facilmente reconhecido pelos outros e conquista a admiração do público.

E você? Também tem ideias simples e inovadoras que podem impulsionar o trabalho?

Você é o protagonista da sua vida?

Imagem: West Lakes Renaissance

Imagem: West Lakes Renaissance

Quão bem você se conhece? Seu futuro está bem planejado? Quais são os valores que norteiam as suas escolhas? Diz a sabedoria popular que a vida é uma peça sem ensaios. Levando isso em consideração, você é a personagem principal de sua própria história, é coadjuvante ou fica apenas assistindo da plateia? Em todas as áreas da vida, o papel que você assume faz toda a diferença. No mundo corporativo não é diferente.

Se você busca uma carreira de sucesso, deve assumir a linha de frente e liderar o elenco com quem trabalha. O profissional protagonista é inconformado, busca crescimento constante e tem espírito de liderança. O coadjuvante realiza tarefas básicas, pode se desenvolver com o tempo, mas não está sob os holofotes do triunfo. Já o expectador fica apenas observando da plateia, esperando que algo ocorra, mas sem se preocupar em levantar e fazer acontecer. Qual desses você acha que precisa ser para evoluir constantemente?

Sua capacidade de interagir com diferentes profissionais nos mais variados ambientes de trabalho pode produzir o fluxo necessário para que você protagonize sua própria carreira. Não espere que os resultados caiam do céu: vá atrás deles e conquiste-os! Apenas os seus conhecimentos, habilidades e – mais importante – atitudes podem te colocar na posição que você almeja. Não é o esforço de terceiros que vai impulsionar sua ascensão, mas o seu próprio.

E aí? Você vai ficar só olhando sua carreira ou levá-la para onde você quer?

Imagem: divulgação

Imagem: divulgação

Mês que vem, dias 22 e 23, acontece o 39º Congresso RH-Rio, que promoverá uma série de palestras e debates sobre temas como esse. Nossa chef Claudia Klein estará lá no segundo dia das 13:20 às 14:40 apresentando seus conhecimentos sobre o protagonismo e como ele pode mudar sua vida para melhor. Participe!

Dia do trabalho: você tem motivos para celebrar?

Imagem: Vanelsas

Imagem: Vanelsas

Hoje, 1º de maio, é celebrado o Dia Mundial do Trabalho. Mas será que vale a pena realmente celebrar? Neste feriado você vai descansar e aproveitar a folga de algo maçante e cansativo ou relaxar um pouco de um estilo de vida que te faz feliz?

Aproveite a data para refletir sobre os rumos que você tomou em sua carreira. Você está fazendo o que gosta? Está ganhando o suficiente para viver uma vida confortável? Acorda motivado para ir trabalhar?

Caso alguma dessas respostas tenha sido “não”, talvez seja hora de rever algumas questões ligadas à sua vida profissional. O que você precisa fazer para que, no ano que vem, realmente comemore este dia em vez de pensar nele apenas como mais um feriado que só serve para acordar mais tarde?

Se sua carreira está exatamente conforme o planejado, brinde a isso! Caso contrário, está na hora de pensar o que precisa ser mudado. Se ainda não tem nenhum plano, pense um pouco nos seus sonhos e em como o trabalho pode te ajudar a conquista-los.

Neste 1º de maio, faça o dia ser mais que um feriado como outro qualquer.

Negócios com Alma: Criando uma Nova Economia

Há mais de um século a humanidade vive movida por um motor que sempre esteve em aceleração. A partir da Revolução Industrial o ser humano entendeu que poderia produzir em grande escala, e que era possível gerar um mercado tão grande ou maior que sua capacidade de produção. O pós guerra só veio a incrementar essa energia produtora que nascia no final do século XIX. A nova ordem mundial estava instalada e o motor propulsor consolidado: a Economia, essa ciência e prática que, concebida como um ente com regras e fins próprios, chegou a ser pensada como o grande trampolim da comunidade humana para seu desenvolvimento e crescimento.

Esse motor foi construído sobre algumas bases, como autonomia, propriedade privada, acúmulo, maximização de resultados, lucro, consumo, riqueza financeira, livre mercado. Essa máquina vem funcionando assim por décadas e décadas e, apesar de questionada por alguns, foi consolidada pela grande maioria dos seus beneficiários, ao menos no chamado mundo “ocidental”. Simplesmente funcionava assim. Mas ao final do século passado e a partir da virada do milênio, com a ampliação da consciência dos indivíduos e sociedades, com o aumento do fluxo de informação, o aprimoramento da tecnologia e o surgimento das redes virtuais, a humanidade começou a perceber as sombras e pontos cegos desse sistema que por muito tempo parecia quase “intocável”. Saltaram mais aos olhos as diferenças sociais, a exclusão de milhares de seres humanos, e o amplo e onipresente impacto ambiental, e com esse estupor, começou-se a questionar mais e mais um modelo que pretendia ser “o ideal”.Negócios com Alma: Criando uma nova Economia

Em 2008 vivemos uma grave crise global, e tal ruptura gerou uma grande expectativa de que chegara a hora de mudar radicalmente as estruturas, os modelos mentais, as formas de operar, mas para a surpresa dos mais atentos, as bases do sistema econômico mundial pareceram seguir iguais. Os mecanismos do mercado financeiro continuaram com seu peso na economia, muitos dos altos executivos (inclusive os especuladores), continuaram ganhando bônus astronômicos, as estruturas organizacionais permaneceram piramidais, as diferenças salariais enormes, as escolas de gestão e negócios mantiveram o discurso que o prioritário é maximizar resultados e ser o primeiro lugar sempre, o consumismo continuou sendo incentivado em todos os níveis. A pergunta que surge quase imediatamente é por que?

Algumas possíveis respostas podem ser: porque transformações significativas são lentas, porque os sistemas de poder resistem a abandonar o status quo conquistado etc. Seja como for, é preocupante perceber que, apesar de tantos sinais, a história está passando e a reação necessária parece não acompanhar. E ao mesmo tempo vemos um efeito anestesiante ao observar empresas usando linguagens novas, na onda da sustentabilidade e da ética, quando suas práticas ainda são extremamente fieis à economia “clássica” praticada ao longo de tanto tempo. Esse cinismo coletivo quase inconsciente (ou não) pode nos trazer uma conta muito cara num futuro próximo.

É vital uma transformação dessa realidade que ajudamos a criar. E o primeiro passo é fazer perguntas que ao longo de muito tempo nem cogitamos pensar: Economia para quê? Crescimento para quê? Atuamos hipnotizados pela sedução da produção e do consumo e pelo engano de pensar que os recursos são infinitos e que não há limite para o crescimento econômico. E hoje nos deparamos com um dilema essencial: é possível crescer sem exclusão social e sem impacto ambiental? Se quisermos prosperar como espécie a resposta tem que ser “sim, é possível!” Mas para gerir essa polaridade o único caminho é a colaboração, a sinergia, a conectividade e solidariedade. Pensar e agir para o desenvolvimento, para a riqueza e o crescimento global, mas com ética, sustentabilidade e humanismo. É um salto além da produção e além do verde, materializado em uma nova consciência histórica que incorpora o ganha ganha para cada  decisão individual e coletiva. É a passagem de uma Economia centrada no ego, no poder e no acúmulo, para uma Economia colaborativa, empática, e sinérgica. É a oportunidade de unir liberdade e responsabilidade, acreditando que essa reconciliação é possível.

Chegamos ao momento histórico de um Novo Renascimento. Assim como aquela passagem clássica da história reconfigurou o mundo, transgredindo uma mentalidade dogmática e feudal com uma proposta centrada no ser humano e na razão, na ciência e na técnica, nosso presente pede uma nova transgressão. O desafio de hoje será o de transcender os limites da pura razão, da ciência e técnica estrita como fim em si mesma, do humano como ser material, centrado na  aparência e no “ter”. Esse é o momento de revitalizar o humano, trazendo a qualidade da conectividade, a capacidade de se relacionar e o respeito ao meio ambiente. Além do indivíduo está o Ser que também é coletivo, parte essencial do grupo humano e do Planeta Terra. Esse é o sopro vital que o mundo de hoje nos pede.

Indivíduos, coletividades e a sociedade em geral deverão aprender a se articular para viabilizar esse Novo Renascimento. E as organizações, nesse contexto, se configuram como um valioso espaço aonde essa transformação poderá se concretizar. Elas representam um importante âmbito aonde o ser humano poderá se reencontrar como protagonista de uma Nova Economia e consequentemente, de uma Nova Humanidade. Hoje sabemos que os espaços de trabalho trazem muitas contradições, como priorização de resultados com ambientes de pouco engajamento ou estratégias que não consideram a ética social e ambiental. As Organizações com Alma são aquelas que conseguem aliar produtividade e bem comum, que integram o respeito, cuidado e solidariedade, com resultados, lucro e crescimento. São essas Novas Organizações que contribuirão para a perpetuidade de nossa espécie e de nosso planeta. Elas serão o testemunho vivo de que é possível ser rentável com sustentabilidade e humanidade.

Negócios com Alma: Criando uma Nova EconomiaA área de Gestão de Pessoas na Organização com Alma será o grande agente propiciador de vitalidade, o artífice e provocador de uma nova mentalidade e novas práticas. Esse é o momento histórico para que os profissionais que atuam com pessoas assumam com coragem uma nova identidade, liderando uma transformação que quer trazer mais humanismo às relações de trabalho, buscando perenidade para o planeta. É preciso repensar as estruturas e relações organizacionais, propondo novas ações, métodos e aplicações, inserindo valores como colaboração, respeito, inclusão, sinergia e prosperidade.  O profissional de Gestão de Pessoas deverá mostrar que o Negócio com Alma é melhor para os indivíduos, as organizações, e para a sociedade em geral. Esse é um desafio quase heroico, mas estimulante, para profissionais que escolheram ser protagonistas de uma era mais justa, humana e próspera.

E é sobre esse protagonismo que o RH Rio 2013 irá debater. Profissionais e pensadores renomados, ousados e inspiradores dialogarão sobre os caminhos para a criação de uma Nova Economia e como as empresas e o RH se inserem nesse contexto. Quais são os principais dilemas e desafios da Nova Organização e dos profissionais ligados à Gestão de Pessoas? Quais os exemplos já existentes que podem ser modelos inspiradores para empresas e profissionais? Quais são as maneiras e caminhos possíveis para buscar conciliar estratégias, resultados e crescimento, com engajamento, bem estar, realização pessoal e culturas mais humanas? De que forma o Rio de Janeiro pode se configurar como um exemplo de Estado pioneiro em práticas organizacionais mais humanas, sustentáveis e ao mesmo tempo exitosas?

Serão 2 dias, 22 e 23 de maio, intensos de reflexões, exposições, trocas, questionamentos, propostas, buscando  concretizar a intenção de reconfigurar as estruturas organizacionais e as relações profissionais, no Centro de Convenções Sul América, no contexto de um País que vive um momento especial de desenvolvimento e que tem pela frente grandes desafios humanos e sociais, podendo se consolidar como um modelo de sociedade produtiva, inclusiva, educada e sustentável.

 

Fonte: ABRH- RJ

Lojas de departamento x vendas porta a porta: novo plano de vendas, antiga estratégia comercial

Haroldo Monteiro / Imagem: arquivo pessoal

Haroldo Monteiro / Imagem: arquivo pessoal

Haroldo Monteiro é formado em Administração de Empresas e Engenharia Econômica pela UERJ. Possui vasta experiência no mercado de varejo tendo atuado como executivo em várias empresas deste setor. MBA em Business Administration pela Ohio University, e sócio da Planning & Mangement, consultoria especializada em gestão e estudos de tendências econômicas para o varejo. É professor convidado do Coppead, onde ministra Administração Financeira de Curto Prazo.

 

 

Alguns executivos de varejo do Sul/Sudeste foram selecionados para dirigir uma grande varejista no Norte do país no início dos anos 2000. Desta forma, fui selecionado para este desafio. Chegando lá, no meu primeiro dia de trabalho me deparei com uma cena que não estava acostumado. Vários vendedores enfileirados, com um catálogo na mão, aguardando para entrar em vários micro-ônibus, que tinham em seu teto um enorme alto falante.

Fiquei curioso com o que tinha visto e procurei logo me informar do que se tratava. Ao iniciar meu período de ambientação com o diretor de RH, ele me explicou que se tratava da “venda externa”, um importante canal de vendas da empresa, que além de suas mais de 150 lojas físicas fazia também venda de porta a porta e que estas representavam aproximadamente 30% de todo o faturamento da empresa.

Passei então a notar micro-ônibus deste tipo em várias regiões do norte, de diferentes empresas. Pude perceber que se tratava de uma estratégia de vendas muito comum na região. Bem, venda porta a porta no Rio era muito comum com cosméticos da Avon, uma das pioneiras, e depois com a Natura. Vimos também a Hermes vendendo suas “miudezas gerais” em catálogos. Mas uma grande varejista de departamentos com lojas físicas, que vendia desde roupas a eletrodomésticos, móveis e colchão, eu nunca tinha visto, e ainda por cima sendo bem sucedida.

Por isso venho chamar atenção desta nova modalidade de vendas da Marisa, “A Venda Porta a Porta”, que vem colocar essa varejista a frente de suas concorrentes diretas.

Com a criação de mais este canal de vendas, abrem-se novas perspectivas de crescimento do faturamento e aumento do market share. Além das classes C e D, público-alvo da empresa, terem grande identificação com essa forma de vendas, é comum o cliente antecipar suas compras ou aumentar a vontade de consumir gerando uma compra por impulso. Também pude observar que o mix de produtos que constam no catálago são muito consumidos pelas mulheres na Venda Porta a Porta (lingerie, sandálias, biquínis…) o que considero um grande ponto a favor. O projeto piloto da Marisa inicia-se com maior peso nos estados do Centro-Oeste e Nordeste, onde essa modalidade já é bem comum.

Lembro-me que na minha época no Norte do país, a inadimplência nos cartões próprios da empresa na Venda Porta a Porta, era muito alta. Desta forma acredito que a opção da Marisa em iniciar as vendas com cartões de terceiros reduz assim o risco de inadimplência nesse momento. Porém deve ser observado quando a estratégia de pagamento venha a ser alterada.

A venda Multicanais vem ganhando importância nas grandes varejistas por todo o mundo, como forma de aumentar o faturamento e fortalecimento da marca.

*Originalmente publicado aqui.